sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sinal fechado: engarrafamento à vista!


Está ficando impraticável andar de carro em São Luís. E não é só no horário de pico, quando as pessoas vão ou vêm de suas tarefas diárias. Hoje, na capital do Maranhão, em qualquer horário ou dia da semana, os motoristas precisam encarar a dura realidade: não dá mais para marcar um compromisso, contando apenas com a distância a ser percorrida. A falta de planejamento na ocupação dos espaços da cidade, avenidas mal sinalizadas, apertadas e sem alternativas paralelas, agravam o problema. Com tantas limitações e com o péssimo sistema de transporte oferecido, a população se vê obrigada a consumir mais e mais carros. O resultado? CAOS!

Somado a isso, há a falta de educação de tráfego dos motoristas, dos pedestres e dos motoqueiros e ciclistas, que são protagonistas de verdadeiros malabarismos para driblar o trânsito e a legislação. Hoje São Luís conta com um número assustador de acidentes de trânsito e está adquirindo a fama de capital brasileira do engarrafamento.  Eu explico: São Paulo é quem, de fato, detém este título inglório. A capital mais populosa do país abriga quase dez milhões de pessoas, sem contar sua extensão periférica. Entretanto, proporcionalmente, São Luís conquista esta posição desfavorável, considerando-se a sua população calculada em um milhão e meio – em toda extensão da ilha – e a malha viária incomparavelmente menor que a de São Paulo.

Fazer o percurso aeroporto-centro da cidade em uma hora e meia, num horário considerado tranqüilo, sem nenhum acidente ou incidente aparente nas avenidas é um absurdo total. E no feriado, então?  Com dois ônibus no prego ao longo da principal via de acesso aos bairros da cidade, a Jerônimo de Albuquerque, perder um compromisso pareceria irreal. Mas foi bastante real para mim.
Não tem jeito. Diminuir a quantidade absurda de ônibus velhos, criar vias paralelas às atuais para desafogar o trânsito e construir uma forma alternativa de transporte – um metrô de superfície, por exemplo – seria o pensamento mais sensato. Mas nada há de sensatez na cabeça confusa e corrompida de nossos governantes. Então... fazer o quê? Bem, há várias formas de enfrentar o problema. Não adianta mais driblar o horário de pico. Isso não existe mais.

Tenho uma amiga que encontrou uma forma divertida de passar o tempo. Ela me contou que se diverte “marocando” a vida dos “vizinhos” de engarrafamento.  Começa a conjecturar sobre o que fazem, como são e o que estão pensando no momento. Solteira, às vezes se aventura a paquerar – pasmem! Nada que a abertura do sinal lá na frente não resolva. No meu caso, prefiro aumentar o som do carro e cantar o mais alto que puder. Quem me vê do lado fora, deve pensar que estou maluca ou coisa parecida, mas é preferível, a perder o bom-humor reclamando de tudo e de todos. Ah, ia me esquecendo... Tenho um “kit-carro”, dotado de protetor solar, álcool em gel e creme para mãos, do qual também fazem parte uma garrafinha de 300ml de água e uma barrinha de cereais.. Só pra garantir um lanchinho fora de hora. Se o poder público não resolve a gente tem que ser criativo, certo?  

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